quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A falésia não cai(a)!
No passado dia 21 de Agosto, na Praia Maria Luísa, Balaia, Albufeira, deu-se a tragédia. Podia ter sido eu, que frequento o litoral centro e sul e confio nas minhas habilidades nem sempre com os melhores resultados, mas não, foram uns primos ermos da terra do meu Pai, Britiande, Lamego que faziam vida no Porto e a mais uma desafortunada desconhecida, a cujos entes queridos aproveito para lamentar o sucedido da seguinte forma. À dias numa manhã soalheira no paredão entre a Azarujinha e a Poça, em São João do Estoril, Cascais, deparei-me com a situação retratada na fotografia abaixo. Interpelei as Sr.ªs no sentido de captar a imagem, dando azo ao diálogo, donde se colhem opiniões de senso comum. A falésia não cai, senão tinha sido betonizada ou enredeada, como noutros setores, a CM de Cascais não anda a brincar, senão não tinha licenciado/ concessionado uma esplanada ( Atlantis)...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ecoponto
Julgo ser de divulgar a atenção burocrática que nos é imposta pelos N/ serviços municipais de excelência.
Expus a situação abaixo na expectativa de que seria a altura certa para actuar
Exm.º Sr Presidente da CM Cascais Muito boa tarde Venho por este meio identificar uma situação recente ( desde o 1.º fim de semana deste mês) que se confirma danosa para os munícipes e revela pouca racionalidade.No cruzamento da Rua da Fonte com a Rua da Tília, foi colocado recentemente um ecoponto ( não está visível o n.º, localização em anexo), este ecoponto está colocado debaixo de um cabo de telefónico a 5m de altura ( que estorva a operação de recolha), ocupando um lugar ( escasso) de estacionamento, obstrói a utilização de um banco, e a luminosidade de um canteiro construídos por moradores, não fora tudo isto óbvio, na recolha do Embalão foi destruída uma antena da propriedade contígua. Creio q no futuro se poderá esperar a repetição...Como alternativa sugiro, o que um estudo de produção de resíduos facilmente indicará, q a localização ideal é na esquina do Clube de video Joanesburgo, na Av. Júlio Dantas pois aí poderá receber os resíduos dos maiores produtores de material reciclável e q são os establecimentos comerciais aí situados ( clube de vídeo, café, loja de rações, Lar, minimercados ( 2), loja de materiais de construção).Mais, devo acrescentar que o contíguo contentor de resíduos indiferenciados cuja colocação pós recolha estava regular, voltou a descambar para o meio da rua.Aproveito ainda para recordar que os caminhos de Caparide para a margem Norte da AE-5 se encontram bordejados de centenas de descargas de Material despejado ilegalmente, cuja limpeza urge e identificação de descargas em flagrante é uma questão que requer uma presença da fiscalização pouco demorada.Para finalizar devo acrescentar que a situação já por mim aqui colocada a propósito do clausura do caminho vicinal por parte do empreendimento desenvolvido pelo sr. eng. º André Pires, ainda não satisfaz a condição de reposição de acessibilidade dos Bairros a N, da Av. Júlio Dantas à mesma. Não espero ser novamente assediado pelo dono da obra para lidar com a V/ não acção e lastimosa discrição O v/ atento Munícipe cumprimenta-vos João Castro
Tive esta resposta
Exmo. Sr. João Castro, Na sequência da solicitação que V. Exa. nos dirigiu, ficando o mesmo registado com a referencia: PHC 135 083 – Ecopontos, na Rua da Fonte esquina com a Rua da Tília, vimos pela presente informar que: De imediato, efectuámos as diligências necessárias para aferir com a devida propriedade o descrito por V. Exa.; · Assim, e após verificação da situação exposta, pelas n/ equipas, informamos que, não esta prevista uma deslocação do conjunto de Ecoponto, no entanto informo que os Ecopontos em questão estão destinados para uso de todos os munícipes da zona, e não para servir produtores comerciais. Solicitamos, ainda, que todo e qualquer pedido/ solicitação/reclamação seja dirigido a uma das plataformas de comunicação da EMAC, ou seja: · Por e-mail para o endereço linhaverde@emac-em.pt;· Telefonicamente, para o número verde (gratuito) 800 203 186;· Fax. 21 4604248;· Através do site: www.emac-em.pt – opção “ Pedidos de Serviço· Ou por carta para o endereço infra referido. Todos os pedidos recepcionados serão registados informaticamente no N/ Contact Center, pelo que os mesmos deverão ser efectuados exclusivamente através dos contactos supra citados. Sem outro assunto de momento e na expectativa de poder continuar a contar com a colaboração de V. Exa., no sentido de nos informar de eventuais situações que comprometam o grau de excelência que pretendemos para os nossos serviços, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Para a qual vos reservo o direito e o dever de pensar e expressarem o que vos se oferecer
Expus a situação abaixo na expectativa de que seria a altura certa para actuar
Exm.º Sr Presidente da CM Cascais Muito boa tarde Venho por este meio identificar uma situação recente ( desde o 1.º fim de semana deste mês) que se confirma danosa para os munícipes e revela pouca racionalidade.No cruzamento da Rua da Fonte com a Rua da Tília, foi colocado recentemente um ecoponto ( não está visível o n.º, localização em anexo), este ecoponto está colocado debaixo de um cabo de telefónico a 5m de altura ( que estorva a operação de recolha), ocupando um lugar ( escasso) de estacionamento, obstrói a utilização de um banco, e a luminosidade de um canteiro construídos por moradores, não fora tudo isto óbvio, na recolha do Embalão foi destruída uma antena da propriedade contígua. Creio q no futuro se poderá esperar a repetição...Como alternativa sugiro, o que um estudo de produção de resíduos facilmente indicará, q a localização ideal é na esquina do Clube de video Joanesburgo, na Av. Júlio Dantas pois aí poderá receber os resíduos dos maiores produtores de material reciclável e q são os establecimentos comerciais aí situados ( clube de vídeo, café, loja de rações, Lar, minimercados ( 2), loja de materiais de construção).Mais, devo acrescentar que o contíguo contentor de resíduos indiferenciados cuja colocação pós recolha estava regular, voltou a descambar para o meio da rua.Aproveito ainda para recordar que os caminhos de Caparide para a margem Norte da AE-5 se encontram bordejados de centenas de descargas de Material despejado ilegalmente, cuja limpeza urge e identificação de descargas em flagrante é uma questão que requer uma presença da fiscalização pouco demorada.Para finalizar devo acrescentar que a situação já por mim aqui colocada a propósito do clausura do caminho vicinal por parte do empreendimento desenvolvido pelo sr. eng. º André Pires, ainda não satisfaz a condição de reposição de acessibilidade dos Bairros a N, da Av. Júlio Dantas à mesma. Não espero ser novamente assediado pelo dono da obra para lidar com a V/ não acção e lastimosa discrição O v/ atento Munícipe cumprimenta-vos João Castro
Tive esta resposta
Exmo. Sr. João Castro, Na sequência da solicitação que V. Exa. nos dirigiu, ficando o mesmo registado com a referencia: PHC 135 083 – Ecopontos, na Rua da Fonte esquina com a Rua da Tília, vimos pela presente informar que: De imediato, efectuámos as diligências necessárias para aferir com a devida propriedade o descrito por V. Exa.; · Assim, e após verificação da situação exposta, pelas n/ equipas, informamos que, não esta prevista uma deslocação do conjunto de Ecoponto, no entanto informo que os Ecopontos em questão estão destinados para uso de todos os munícipes da zona, e não para servir produtores comerciais. Solicitamos, ainda, que todo e qualquer pedido/ solicitação/reclamação seja dirigido a uma das plataformas de comunicação da EMAC, ou seja: · Por e-mail para o endereço linhaverde@emac-em.pt;· Telefonicamente, para o número verde (gratuito) 800 203 186;· Fax. 21 4604248;· Através do site: www.emac-em.pt – opção “ Pedidos de Serviço· Ou por carta para o endereço infra referido. Todos os pedidos recepcionados serão registados informaticamente no N/ Contact Center, pelo que os mesmos deverão ser efectuados exclusivamente através dos contactos supra citados. Sem outro assunto de momento e na expectativa de poder continuar a contar com a colaboração de V. Exa., no sentido de nos informar de eventuais situações que comprometam o grau de excelência que pretendemos para os nossos serviços, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Para a qual vos reservo o direito e o dever de pensar e expressarem o que vos se oferecer
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Exm.º Sr Presidente da CM Cascais
Desde o 1.º fim de semana deste mês que se confirma danosa para os munícipes e revela pouca racionalidade no cruzamento da Rua da Fonte com a Rua da Tília, a colocação de um ecoponto. Este ecoponto está colocado debaixo de um cabo telefónico a 5m de altura ( que estorva a operação de recolha), ocupando um lugar ( escasso) de estacionamento, obstrói a utilização de um banco, e a luminosidade de um canteiro construídos por moradores, não fora tudo isto óbvio, na recolha do Embalão foi destruída uma antena da propriedade contígua. Creio q no futuro se poderá esperar a repetição...Como alternativa sugiro, o que um estudo de produção de resíduos facilmente indicará, q a localização ideal é na esquina do Clube de video Joanesburgo, na Av. Júlio Dantas pois aí poderá receber os resíduos dos maiores produtores de material reciclável e q são os establecimentos comerciais aí situados ( clube de vídeo, café, loja de rações, Lar, minimercados ( 2), loja de materiais de construção).Mais, devo acrescentar que o contíguo contentor de resíduos indiferenciados cuja colocação pós recolha estava regular, voltou a descambar para o meio da rua.Aproveito ainda para recordar que os caminhos de Caparide para a margem Norte da AE-5 se encontram bordejados de centenas de descargas de Material despejado ilegalmente, cuja limpeza urge e identificação de descargas em flagrante é uma questão que requer uma presença da fiscalização pouco demorada.Para finalizar devo acrescentar que a situação já por mim aqui colocada a propósito do clausura do caminho vicinal por parte do empreendimento desenvolvido pelo sr. eng. º André Pires, ainda não satisfaz a condição de reposição de acessibilidade dos Bairros a N, da Av. Júlio Dantas à mesma. Não espero ser novamente assediado pelo dono da obra para lidar com a V/ não acção e lastimosa discrição
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PRETA E SOLTEIRA : Procuro companheiro macho, a origem étnica não é importante. Sou muito> boa fêmea e adoro BRINCADEIRAS.Gosto muito de passeios nas matas gosto de andar de jeep, de viagens para caçar, acampar e pescar, de noites de inverno aconchegadas junto> à lareira. Jantares à luz de velas fazem que vá comer-lhe à mão. Quando voltar a casa do trabalho esperá-lo-ei à porta, vestindo apenas> o que a natureza me deu. Telefone para 218756420 >218756420 e pergunte pela> Micas. Aguardo notícias suas...> RESULTADO DO ANÚNCIO: Mais de 15.000 homens deram por si a telefonar para a Sociedade Protectora dos Animais - Secção de Caninos....Homens
terça-feira, 8 de setembro de 2009
POBRES DOS NOSSOS RICOS - Mia Couto
A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza,produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seriachamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo quetêm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidadede tudo quanto roubaram.Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)
MIA COUTO
Rico é quem possui meios de produção.Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo quetêm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidadede tudo quanto roubaram.Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)
MIA COUTO
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A2
Filas em auto-estradas estão concerteza entre as coisas q mais desgastam os seres urbanos , e os fenómenos que por lá se passam, concerteza estudados e testados em estudos académicos, pelos profissionais da área e pelos responsáveis politico-administrativos. Entre estes fenómenos lembro-me do chico-espertismo, oportunismo e do carneirismo.
No entanto, se se percorrer a A2, sentido N- S, antes da Ponte 25 de Abril e imediatamente antes da saída para Almada, e como aconselhado no código seguirmos na faixa mais à direita possível das 3 disponíveis, pode acontecer e acontece sobretudo à hora de ponta, que não querendo sair da AE 2 para Almada tenhamos de seguir p a faixa do meio nas pontes do Feijó, se não quisermos ser apupados pois a faixa da esq.ª desaparece, e desaparece muito bem, porque 2 faixas para escoar este tráfego deste ponto em diante em direção à ponte 25 de Abril e a Lisboa é mais que suficiente, e a mudança de faixa é conseguida sem provocar travagens e engarrafamentos. Penso que este fenómeno se repete em locais a mais, mas este é por demais flagrante.
P.S.
Tenho q agradecer ao Google Maps a facilidade de ilustração desta ideia.
No entanto, se se percorrer a A2, sentido N- S, antes da Ponte 25 de Abril e imediatamente antes da saída para Almada, e como aconselhado no código seguirmos na faixa mais à direita possível das 3 disponíveis, pode acontecer e acontece sobretudo à hora de ponta, que não querendo sair da AE 2 para Almada tenhamos de seguir p a faixa do meio nas pontes do Feijó, se não quisermos ser apupados pois a faixa da esq.ª desaparece, e desaparece muito bem, porque 2 faixas para escoar este tráfego deste ponto em diante em direção à ponte 25 de Abril e a Lisboa é mais que suficiente, e a mudança de faixa é conseguida sem provocar travagens e engarrafamentos. Penso que este fenómeno se repete em locais a mais, mas este é por demais flagrante.

P.S.
Tenho q agradecer ao Google Maps a facilidade de ilustração desta ideia.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Diz o grande Mário Crespo
Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã. Mesmo numa época de grande ridículo e roubalheira, Preto distinguiu-se pelo arrojo e criatividade. Só pode ter sido por isso que Manuela Ferreira Leite não resistiu a incluir um derradeiro arguido na sua lista de favoritos para abrilhantar um elenco parlamentar que, agora sim, promete momentos de arrebatadora jovialidade em São Bento.
À tribunícia narrativa de costumes de Pacheco Pereira e à estonteante fleuma de João de Deus Pinheiro, vai juntar-se António Preto com o seu engenho e arte capazes de frustrar o mais justiceiro dos investigadores. Se alguma vez chegar a ser intimado a sentar-se no banco dos réus, já o estou a ver a ir ter com o seu habitual fornecedor de imobilizadores clínicos para o convencer a fazer-lhe um paralisador sacro-escrotal que o impeça de se sentar onde quer que seja, tribunal ou bancada parlamentar.
Se o convocarem para prestar declarações, logo aparecerá com um imobilizador maxilo-masséter-digástrico que o remeterá ao mais profundo mutismo, contemplando impávido com os olhos divertidos de profundo humorista os esforços inglórios do poder judicial para o apanhar, enquanto sorve, por uma palhinha apertada nos lábios, batidos nutritivos com a segurança dos imunes impunes.
Em dramatismo, o braço engessado de Preto destrona os cornos de Pinho. Com esta escolha, Manuela Ferreira Leite veio lembrar-nos que também há no PSD comediantes de grande calibre capazes de tornar a monotonia legislativa no arraial caleidoscópico de animação que está a fazer do Canal Parlamento um conteúdo prime em qualquer pacote de Cabo.
Que são os invulgares familiares de José Sócrates, o seu estranho tio ou o seu temível primo que aprende golpes de mão fatais na China, quando comparados com um transformista que ilude com tanta facilidade a perícia judiciária? António Preto é mesmo melhor que Vale e Azevedo em recursos dilatórios e excede todos os outros arguidos da nossa praça com as suas qualidades naturais para o burlesco melodramático.
Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã. Mesmo numa época de grande ridículo e roubalheira, Preto distinguiu-se pelo arrojo e criatividade. Só pode ter sido por isso que Manuela Ferreira Leite não resistiu a incluir um derradeiro arguido na sua lista de favoritos para abrilhantar um elenco parlamentar que, agora sim, promete momentos de arrebatadora jovialidade em São Bento.
À tribunícia narrativa de costumes de Pacheco Pereira e à estonteante fleuma de João de Deus Pinheiro, vai juntar-se António Preto com o seu engenho e arte capazes de frustrar o mais justiceiro dos investigadores. Se alguma vez chegar a ser intimado a sentar-se no banco dos réus, já o estou a ver a ir ter com o seu habitual fornecedor de imobilizadores clínicos para o convencer a fazer-lhe um paralisador sacro-escrotal que o impeça de se sentar onde quer que seja, tribunal ou bancada parlamentar.
Se o convocarem para prestar declarações, logo aparecerá com um imobilizador maxilo-masséter-digástrico que o remeterá ao mais profundo mutismo, contemplando impávido com os olhos divertidos de profundo humorista os esforços inglórios do poder judicial para o apanhar, enquanto sorve, por uma palhinha apertada nos lábios, batidos nutritivos com a segurança dos imunes impunes.
Em dramatismo, o braço engessado de Preto destrona os cornos de Pinho. Com esta escolha, Manuela Ferreira Leite veio lembrar-nos que também há no PSD comediantes de grande calibre capazes de tornar a monotonia legislativa no arraial caleidoscópico de animação que está a fazer do Canal Parlamento um conteúdo prime em qualquer pacote de Cabo.
Que são os invulgares familiares de José Sócrates, o seu estranho tio ou o seu temível primo que aprende golpes de mão fatais na China, quando comparados com um transformista que ilude com tanta facilidade a perícia judiciária? António Preto é mesmo melhor que Vale e Azevedo em recursos dilatórios e excede todos os outros arguidos da nossa praça com as suas qualidades naturais para o burlesco melodramático.
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